Francisco Pinto
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Pixel People, 2020, Francisco Pinto, acrilico sobre papel, 150x150cm.
 Este série começa como um projecto fotográfico em londres, sobre a maneira como uma multidão pode ser encarada, não como indivíduos, com vidas e histórias próprias, mas como uma massa que compõe uma imagem, como um pixel no ecrã. O que levou à ideia de usar a câmera do Game Boy de maneira a enfatizar o pixel. A partir destas fotos capturadas com a câmara para o Game Boy, criei um sistema em Lego para replicar em pintura essas mesmas fotos, este sistema é um auxiliar para que os pontos que representam os pixels sejam colocados todos à mesma distância entre si, dividindo-se em três cores, tal como na foto original. Resultando numa pintura de 128 por 128 pixels e de aproximadamente 180 x 180 cm. Através do uso de Brinquedos/ old tech, este peça existe entre os campos do revivalismo, enquanto mutação do passado, criando uma composição imaginária e nostálgica que não corresponde à realidade, em paralelo com o que acontece com a imagem cortada, colada, manipulada e disseminada pela internet. Contudo esta mutação, o que acontece na memória, enquanto nostalgia, na imagem enquanto perda de informação, nas multidões (físicas ou digitais) enquanto perda da individualidade. É mais do que uma simples perda de informação, é adicionado algo, de novo a todos estes elementos que não é palpável, uma nova aura, que é visível nesta transposição da foto para a pintura, no trabalho de cor, mas principalmente nas imperfeições de uma grelha que a uma certa distância não é visível.
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