Francisco Pinto
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Francisco Pinto, The Hive, 2019, Madeira, computador/media player, quatro monitores, colunas, subwoofer, madeira, spray, som stereo, 2’11’’ loop dimensões variáveis.
Francisco Pinto, The Hive, 2019, Madeira, computador/media player, quatro monitores, colunas, subwoofer, madeira, spray, som stereo, 2’11’’ loop dimensões variáveis. A presente peça faz parte da exposição individual que esteve patente na Galeria Mute de 21 de Fevereiro a 15 de Março (Créditos Fotograficos: Francisca Correia do Vale) Esta Instalação homonima da exposição é a segunda parte do projeto refererindo-se ao futuro do cyborg e às transformações sociais que este acarretará. Comenta-se a sociedade contemporãnea segundo uma perspectiva profética ou ficcionada sobre o seu destino. É apresentada, deste modo a materialização de uma rede social futurista onde cada utilizador se funde numa Hive Mind na internet, e na qual cada utilizador pode escolher, dentro do conjunto de utilizadores ligados à rede, aceder a um feed visual em directo de um outro. Isto é, o utilizador pode substituir o que está a ver pela visão de um outro utilizador, em tempo real, criando uma visão coletiva, uma Hive Vision, que deriva diretamente do conceito de Hive Mind. Esta ideia resulta numa instalação habitável, onde quatro ecrãs transmitem o feed em directo captado pelos capacetes, num ambiente escuro, acompanhado por uma composição de sonora. Texto da Exposição: “Societies have always been shaped more by the nature of the media by which men communicate than by the content of the communication” The Medium is the Massage (1967) Marshall McLuhan Na presente exposição existe uma preocupação em comentar tanto uma cultura saturada imageticamente como criadora de um constante produto imagético irrelevante. Também se pretende evidenciar a obsessão desta sociedade em experienciar a realidade através de dispositivos portadores de câmara/ecrã. Em “The Hive” pretende-se reflectir e salientar as consequências deste tipo de relação de dependência com a tecnologia. A premissa deste projeto é chegar à Hive, sendo esta uma espécie de rede social cyborg que irá ser desenvolvida no futuro — aqui os espectadores têm acesso, através de implantes ao feed visual dos outros utilizados que se encontram ligados à rede, estabelecendo assim uma hive mind visual. O projeto está dividido em duas salas, tal como na rede, entre “capturadores” de imagens e espectadores; na primeira os visitantes podem experienciar as obras à sua volta através de capacetes que manipulam a realidade. As imagens produzidas são então enviadas para um segundo espaço, onde os espectadores podem ser imersos no campo visual dos utilizadores dos capacetes, tornando-se completamente passivos.
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